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REVISTA DJ SOUND - AGOSTO 2009
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Sex, 14 de Agosto de 2009
10 DJs do Rio Grande do Sul: histórias inéditas!
Revista DJ Sound l Escrito por Fernando Sarmiento

Várias regiões do Brasil despontam como referência no quesito "música eletrônica". Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro já figuram como grandes centros "exportadores" de profissionais talentosos que, com a arte de discotecar, conquistam milhares de pessoas por diversas partes do globo terrestre.
O Rio Grande do Sul também vai muito bem, obrigado. Com vários nomes que despontam no circuito, o estado reúne DJs que, com diferentes estilos, agitam as festas dos gaúchos.
Confira, a seguir, mais informações a respeito dos profissionais que compõem essa cena.


DJ Daniel Ribeiro
Sou Daniel Ribeiro, tenho 28 anos, nasci em São Paulo e há quatro anos trabalho na cidade de Três de Maio, interior do Rio Grande do Sul. Toco no club Armazém Liquid e na Rádio Mais FM, 95,1 FM, de Santo Cristo/RS www.maisfm.net

Trabalho na noite desde os 16 anos de idade. Comecei fazendo parte de organização de eventos na “Krypton” uma antiga e conceituada casa noturna em São Paulo e foi ali mesmo que conheci um grande amigo, praticamente irmão, o DJ Ronaldinho, que há anos tem muito prestígio e respeito no meio dos DJs. Foi através dele que, em 2000, aprendi as técnicas e diferenças em ser DJ e a tocar música.

Em 2000, fui convidado para trabalhar na principal gravadora de Dance Music do Brasil, a “Paradoxx Music”, onde trabalhei até 2005. Tive a honra de ter como chefe o atual diretor artístico da Mix FM, Alexandre Medeiros e trabalhar ao lado dos DJs e produtores Ronaldinho, Ricardo Guedes, Tchorta, Gui Boratto, Kézinho, Mister Sam, Alex Hunt, Haroldexx, entre outros.

Em 2004, fiz parte do casting de DJs da rádio Mais FM 92,5, de São Paulo, com o programa “DJ Mais” e também com o “Dance Machine”. Em 2005 fui para o Rio Grande do Sul fazer residência na casa Armazém Líquid de Três de Maio www.armazemliquid.com.br

Como você decidiu ser DJ?
Não foi uma decisão, foi acontecendo. Trabalhei dois anos como iluminador e observava muito como era o trabalho de um DJ. E, aos poucos, fui me ingressando com aulas e dicas particulares. Quando vi, já estava tocando e trabalhando pelo Brasil inteiro. Com o Dance Machine, viajamos por todo o país nos apresentando em diversos lugares. Já a família, no início, não foi muito fã do trabalho. Ao começar a trabalhar na noite, resolvi parar de estudar – na época, com 16 anos, só queria saber de festas.

Já tocou com Top DJs?
Na época da Mais FM 92,5, tínhamos muitos DJs de ponta. No tempo da Krypton, quando ainda era iluminador, grandes DJs passaram por lá, como Marky, Ricardo Guedes, Mario Fischetti, Dall´Anese, Marcelo Sá, Tom Hopkins, entre outros.

Já fez abertura com discotecagem em shows com artistas?
A Krypton era o antro de grandes shows a níveis nacionais e internacionais... Mas o que me marcou mesmo foi aqui no Sul, na terra da Xuxa, em Santa Rosa, onde consegui trazer o Kasino no auge dos hits “Cant Get Over” e Stay Tonight para uma apresentação em uma feira de agro-negócio e deu muito certo. Pela primeira vez na região foi feito um show deste segmento e atraiu mais de 8 mil pessoas.

Onde foi mais inusitado discotecar? E a melhor cantada?
A apresentação mais inusitada que já fiz foi no réveillon de 2004 para 2005 em Bertioga, litoral norte de SP. Boca, Marcelo Pereira, Hunt, e eu aos comandos de Ricardo Henrique, realizamos o projeto verão da rádio Mais FM 92,5 FM de São Paulo e criamos um réveillon eletrônico na praia da Boracéia, em cima de um trio-elétrico imenso, de uns 28m. Juntos, comandávamos aquela multidão. Segundo a polícia militar, tinha cerca de 100 mil pessoas na praia para curtir a contagem regressiva para a virada, todos no embalo da e-music. Me senti o “Fatboy Slim” (risos). Esse evento abriu portas para fazermos também o carnaval eletrônico da Mais FM, também em Bertioga, foi inesquecível.

Você já está se empenhando em produção?
Embora já tenha acompanhado alguns projetos, como o “Top Ten DJs”, com 10 principais DJs da cena paulista ao lado do produtor e idealizador do projeto Jorge Borato (Tchorta), eu ainda não parti para a área de produção, mesmo porque hoje a rádio me ocupa bastante tempo. O que já fiz foram algumas montagens em músicas, mas mais para uso pessoal.

Qual é a sua opinião sobre promoters e agências de DJs?
Embora eu não trabalhe com nenhuma agência de DJs, acho que elas ajudam e engrandecem o mercado ainda mais, cobrando e exigindo detalhes na hora de uma contratação que muitas vezes são esquecidos ou até mesmo não são cumpridos, virando o “testa de ferro” do artista. Antes de entrar em uma agência, a pessoa tem que tentar entender o que será feito. Um empresário defende interesses e cria projetos para seus artistas. Vender datas são consequências de um trabalho de divulgação e apresentação bem elaborado e executado. Muitas agências trabalham apenas na área de venda das datas e isso para o DJ não é interessante. Tem que ser feito algo, mas alguém que estude e crie um diferencial para o mercado. Se o DJ é bom, a venda é consequência, ai qualquer um faz.

Qual foi a sua maior VIBE?
Dance Machine, um projeto criado produzido por três amigos que teve uma repercussão nacional e muita interação com as rádios retransmissoras e, principalmente, com o ouvinte, sendo que em muitas cidades virou mito. Para se ter ideia, onde moro hoje é em consequência do programa: era uma cidade que não existia música eletrônica e agora se transformou.

Qual é o seu TOP 10 (Play List) de todos os tempos?
1. Rene Froger – Are You Ready For Loving Me
2. Erasure – I Little respect
3. Double You – Please Don’t Go
4. Nicky French – Did You Ever Realy Love Me
5. Wigfield – Sexy Eyes
6. Whitney Houston - It's Not Right But It's Okay
7. Gala – Come Into My Life
8. Daft Punk – One More Time
9. Gigi D’agostino – I Will Fly With you
10. Laurent Wolf – Saxo

 
Entrevista realizada com os Djs Daniel Ribeiro (Três de Maio/RS) / DJ Felipe Beck (Novo Haburgo/RS) / DJ Delio (São Leopoldo/RS) / DJ JX (Porto Alegre/RS) / DJ Letty (Porto Alegre/RS) / DJ Lula (Novo Hamburgo/RS / Manneca DJ (Novo Hamburgo/RS) / DJ Régis (Novo Hamburgo/RS) / DJ Tracker (Porto Alegre/RS) / DJ Leo Kurylo (Porto Alegre/RS) através do Dj Lula.
Link Direto - 10 DJs do Rio Grande do Sul: histórias inéditas!